Rainha da criptomoeda': A mulher que enganou milhares de investidores

  • 26/11/2019
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Rainha da criptomoeda': A mulher que enganou milhares de investidores

Em junho de 2016, uma empresária de 36 anos chamada Ruja Ignatova subiu ao palco no famoso estádio de Wembley, em Londres, diante de milhares de fãs entusiasmados com a ascensão das criptomoedas. Como de costume, ela vestia uma cara roupa de gala, brincos de diamantes e batom vermelho.

À multidão ela disse que a OneCoin estava a caminho de se tornar a maior criptomoeda do mundo, permitindo que "todo mundo possa realizar pagamentos em qualquer lugar".

A OneCoin, Ruja disse ela ao público em Wembley, seria a "assassina da Bitcoin". "Em dois anos, ninguém vai mais falar de Bitcoins", ela gritou.

Ruja Ignatova se autoproclamava "cripto-rainha" e criadora de uma criptomoeda rival da Bitcoin. Até que, dois anos atrás, ela simplesmente desapareceu.

Antes disso, ela convenceu pessoas de todo o mundo a investir suas economias na OneCoin, na expectativa de altos retornos. Documentos sigilosos a que a BBC teve acesso mostram que britânicos gastaram quase 30 milhões de libras (R$ 161 milhões) em OneCoin nos primeiros seis meses de 2016. Há também registro de investimentos vindos de países como Paquistão, Noruega, Canadá, Iêmen e também do Brasil.

Mas esses investidores não sabiam de algo muito importante.

Primeiro, é preciso explicar como funciona uma criptomoeda, algo notoriamente difícil - uma simples busca online resulta em centenas de descrições diferentes. Mas o princípio básico é este: o dinheiro só tem valor, porque acreditamos em seu valor e confiamos nele. Por muito tempo, foram criadas versões independentes de dinheiro, mas como não havia quem confiasse no valor delas, fracassaram.

A Bitcoin causou empolgação porque resolveu esse problema: ela depende de uma base de dados chamada blockchain e, a cada vez que uma Bitcoin troca de mãos, o registro disso vai para a blockchain de cada usuário, embora ninguém esteja no comando da moeda. Isso evita que ela seja forjada, hackeada ou aplicada duplicadamente.

Ainda está em dúvida? Não se preocupe. O ponto crucial é que a blockchain é a base de tudo - para os fãs de criptomoedas, seu potencial de ser independente de bancos centrais e moedas nacionais era revolucionário e potencialmente enriquecedor para quem entrasse rápido no mercado.

Ruja conseguiu vender a mesma ideia para muita gente. Mas seus investidores desconheciam um detalhe importante.

Em outubro de 2016, quatro meses depois do "show" em Wembley, um especialista em blockchain chamado Bjorn Bjercke foi contratado por uma agência de recrutamento para cargo curioso: gerente técnico de uma start-up de criptomoedas da Bulgária, com direito a apartamento, carro e salário anual equivalente a R$ 1,3 milhão.

Eu pensei: que trabalho é esse? O que vou ter que fazer?", lembra-se Bjercke. "E me disseram: 'a primeira coisa é que vão precisar de uma blockchain, que eles ainda não têm'."

Bjercke ficou surpreso com uma empresa de criptomoedas - que descobriria ser a OneCoin - que sequer tinha blockchain naquele momento. Ele recusou a oferta de emprego.

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